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Terminal Rodoviário, João Pessoa

Terminal Rodoviário – João Pessoa / 1977 (em colaboração com José Luiz Pinho)

            O conjunto é formado basicamente por uma esplanada que se desenvolve em três níveis alternados (adaptados ao andamento natural do terreno e por ampla cobertura). As características construtivas dessa cobertura contribuem para a articulação de todo o espaço, criando as grandes naves internas destinadas à concentração do público e as marquises laterais, que de um lado, servem para acesso ao Terminal, e do outro, para as plataformas de embarque e desembarque.

            Os grandes beirais dispensam o fechamento por meio de esquadrias dando a oportunidade de explorar as possibilidades oferecidas pelo clima local, com a adoção de um sistema de aeração natural. A clarabóia, que percorre todo o edifício no sentido longitudinal, serve como reforço da iluminação e ventilação.

            Em obediência aos critérios de economia, simplicidade e conforto, optou-se pela distribuição linear dos diversos setores, dispostos em 3 níveis alternados e interligados por rampas. Decorrem daí as seguintes vantagens principais:

a) Percurso-chegada ao Terminal, aquisição da passagem, envio de bagagem, espera, acesso à plataforma e embarque – racionalmente resolvido com utilização de apenas meio lance de rampa.

b) Percurso – desembarque, saída – oferecendo a mesma comodidade.

c) Acesso à plataforma sem necessidade de utilização de passagem elevada ou subterrânea.

d) Localização dos serviços de uso público entre a plataforma e as áreas de espera de modo a facilitar o desempenho de suas atividades.

e) Distribuição do comércio, no mezanino, com vista desimpedida sobre a plataforma e o rio Sanhauá, facilmente acessível das diversas áreas de espera.

f) Possibilidade de construção em etapas sem interferência com o funcionamento do Terminal