© 2010, Glauco Campello

Coleção Marcantônio Vilaça, Rio de Janeiro

MAM - Coleção Marcantônio Vilaça - Rio de Janeiro / 2009

            Na proposta arquitetônica, a área entre o MAM e o estacionamento do Aeroporto viria a ser destinada a um anexo do Museu para abrigar a Coleção Marcantônio Vilaça de arte contemporânea. A área em questão, inteiramente livre, tem cerca de 7.800 m2.

            O espaço em torno da nova edificação seria ornado por jardins, como os do MAM e do Parque do Flamengo. O estacionamento de veículos transferido para o subsolo, numa garagem ocupando todo o espaço sob o terreno.

            Com esse empreendimento o Museu propiciaria uma sede adequada à Coleção Marcantônio Vilaça. Nela poder-se-ia abrigar, além do precioso acervo de arte contemporânea, exposições, cursos e programas de pesquisas a propósito dos temas suscitados pela Coleção.

            Vale ressaltar que a presença de uma galeria de arte contemporânea, com seus volumes edificados em torno de uma praça – a qual, por sua vez, daria lugar a exposições de esculturas ao ar livre – representaria um novo foco de interesse cultural. Ao lado dos eventos desenvolvidos no Museu, ele favoreceria a requalificação daquele trecho, na extremidade do Parque do Flamengo, visto até agora como área de uso menos nobre, quase desligada do projeto urbanístico do Aterro.

            A nova edificação foi concebida em obediência a três princípios: utilização de recursos técnicos contemporâneos, ambientação ao complexo do Museu com o qual se integra e, sobretudo, economia de meios. Disto resulta, como podemos ver nas imagens oferecidas, uma rigorosa unidade compositiva e grande simplicidade.

            Em face do edifício sede do Museu e do bloco do teatro, o novo conjunto, de menores proporções, busca manter com eles uma relação harmônica, mas sem prejuízo de sua autonomia visual.

            O foco central da composição é a praça de 20m x 25m, voltada para a baía. Em torno dela desenvolvem-se os dois blocos envidraçados das atividades complementares e o volume cego das salas de exposições.

            O novo conjunto está situado ao longo da via de acesso ao Museu, mas com amplo recuo, separado do leito da rua por larga calçada. Nela e em outros pontos estratégicos do terreno ajardinado dispõem-se os acessos de público e veículos à garagem.

            A calçada e o novo jardim, concebidos como extensão dos jardins do MAM, possibilitam a ligação, a pé, entre o Museu e o Aeroporto. Assim, o novo conjunto e o agenciamento da área, estabelecem uma articulação entre o Museu e sua vizinhança. Mais do que isso: configuram o elo de ligação entre o projeto urbanístico do Aterro e o complexo do Aeroporto.