© 2010, Glauco Campello

Museu do Meio Ambiente, Rio de Janeiro

Museu do Meio Ambiente – Rio de Janeiro / 2010

            No projeto para ampliação do Museu do Meio Ambiente e reordenação da área à sua volta buscou-se integrar as novas construções ao local e valoriza-lo em suas características tradicionais.

            A concentração do programa num bloco vizinho ao Edifício Histórico, no lugar atualmente ocupado pela Biblioteca, dispensa a construção para abrigar auditório e administração no vazio deixado pela Casa onde hoje está a Fitopatologia. Em vez disso, surgem ali dois pequenos pavilhões que deixam livre a visada sobre a Residência Pacheco Leão. Eles desafogam os jardins e criam um novo espaço para convivência.

            A construção nova, ao lado do Edifício Histórico, é um volume imerso na vegetação, que parece ter sido gerado pela imagem do bloco da Biblioteca a ser substituído. De paredes brancas em concreto, complementadas com material termo-isolante e acabamento interno em gesso, esquadrias em panos duplos de vidro para circulação de ar entre eles, telhados verdes e sistema de ventilação por convecção, para beneficiar os ambientes internos. As águas pluviais serão reaproveitadas e armazenadas em lagos no jardim. No espaço entre o novo edifício e o antigo, um prisma de vidro, suficientemente alto para envolver escada e elevador, é atravessado pelas passarelas entre os dois blocos.

            Na intervenção paisagística, o jardim da Residência Pacheco Leão é delimitado e preservado, com seus caminhos de saibro, seus recantos pitorescos e múltiplos detalhes. Fora de seus limites estende-se um relvado sombreado pelas copas das árvores e livre de canteiros ou vegetação decorativa. As vias e estacionamentos, pavimentados com elementos vazados pela grama, são como extensões do relvado. A área fronteira ao Edifício Histórico é uma esplanada em saibro, decorada com tufos de palmeias e arrematada por comprido espelho d’água entre ela e a Rua Jardim Botânico.